Reprodução/Twitter
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7 suspeitos de envolvimento na morte do jogador Daniel viram réus

Justiça acata denúncia contra empresário, sua mulher, filha e quatro jovens; todos estão presos preventivamente

Edson Fonseca, especial para o Estado 

28 Novembro 2018 | 21h45

CURITIBA - A juíza de São José dos Pinhais Luciane Regina Martins de Paula acatou a denúncia contra sete suspeitos de terem participado da morte do jogador Daniel Corrêa de Freitas, no último dia 27 de outubro. Cinco dos acusados, que agora passam a ser réus, vão responder por homicídio triplamente qualificado, fraude processual (por terem mentido em depoimento) e ocultação de cadáver.

Todos eles estão sob prisão preventiva. O empresário Edson Brittes Júnior vai responder também por corrupção de menor e coação de testemunhas. A mulher dele, Cristiana Brittes, embora não tenha participado diretamente das agressões, está sendo acusada por homicídio qualificado por motivo torpe, uma vez que não impediu o crime. De acordo com os depoimentos, ela apenas pediu para que não matassem a vítima dentro da casa. A filha do casal, Alana Brittes, responderá por coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor.

Além da família, viraram réus Eduardo da Silva, por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor: Ygor King, por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;  David Willian da Silva, por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa; e Evellyn Brisola Perusso, por denunciação caluniosa e falso testemunho.

A juíza também determinou o sigilo das fotografias que fazem parte do laudo de necropsia e de exame pericial do local da morte, dos dados das testemunhas sigilosas, e principalmente o endereço.

O advogado da família Brittes, Cláudio Dalledone, contestou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná. O defensor afirmou que a denúncia é a “melhor peça de defesa” no processo de Edison Brittes Júnior. “No momento em que o promotor assume que foi um ato de justiçamento, é obrigado reconhecer que do outro lado há um ato injusto. Nem ele tem convicção do que está tentando propor e fazendo crer em juízo”, disse Dalledone. De acordo com ele, o jogador foi o causador da tragédia ao tentar o estupro contra a mulher de Brittes.

Daniel pertencia ao São Paulo, esteve emprestado ao Coritiba em 2017, quando estabeleceu relações pessoais na cidade e estava emprestado, neste ano, para o São Bento de Sorocaba. Ele foi assassinado no dia 27 de outubro em São José dos Pinhais e encontrado com o órgão sexual mutilado em uma área rural.

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