Justiça aceita denúncia contra acusados de falsificar Androcur

A Justiça Federal aceitou nesta sexta-feira a denúncia feita pelo Ministério Público Federal contra os empresários Antônio Barea, David Teixeira e Alcioni Constantini Barreto, acusados de venderem, em 1997, um lote do medicamento Androcur falsificado, ao Hospital de Clínicas, em Curitiba. O remédio é utilizado para tratamento de câncer de próstata.Os réus serão julgados pelos crimes de falsificação de medicamentos e fraude em licitação pública. Barea, que é proprietário da Distribuidora Anbfarma (antiga Abifarma), será ouvido em Curitiba, enquanto os outros dois empresários serão ouvidos por carta precatória expedida para Laguna (SC), onde residem.Cerca de 90 pacientes foram tratados com o medicamento em 97 no HC. A perícia mostrou que o medicamento não tinha o princípio ativo acetato de ciproterona. Pelo menos três pessoas morreram e cerca de 80 tiveram o estado de saúde agravado em conseqüência do medicamento falso. Pelas mortes, os réus também respondem a ação penal na Justiça Estadual.De acordo com o levantamento feito pela Polícia Federal, Barea, vencedor de licitação para fornecer o medicamento, teria adquirido-o dos empresários catarinenses. Barea nega que soubesse se tratar de medicamentos falsificados. Segundo ele, a empresa apenas atuava no repasse de produtos legalmente contabilizados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.