Justiça afasta delegado e agentes por tortura a presos na BA

De acordo com a acusação, os agentes obrigaram 130 detidos a ficarem nus durante todo o mês de janeiro

Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo,

28 de fevereiro de 2008 | 18h15

A Justiça baiana determinou, por meio de liminar na quarta-feira, 27, o afastamento de Robério Farias Reis, delegado titular da 1ª Circunscrição Policial de Porto Seguro, na Bahia, e dos agentes Norma Lúcia Assis de Jesus, Alessandro César Carvalho, Jorge Alves dos Santos e Wberlan Marinho Mendes, acusados de tortura contra presos.  A liminar, expedida pela juíza Nemora de Lima Janssen dos Santos, da Vara Crime local, recebe a denúncia feita pelo promotor Dioneles Leone Santana Filho, do Ministério Público baiano.  De acordo com a acusação, os agentes obrigaram os 130 detidos da unidade - entre eles mulheres e adolescentes - a ficarem nus durante todo o mês de janeiro, como forma de punição.  O promotor acrescenta que muitos dos presos ainda afirmam terem sofrido espancamentos diários. "Foram torturas com requintes de crueldade", afirma Santana Filho.  "Além de ficarem nus, os presos sofriam agressões e eram constantemente ameaçados pelos policiais, que chegaram a efetuar disparos de armas de fogo dentro das celas para intimidá-los. Um dos presos teve um braço quebrado durante as sessões de espancamento e ainda não foi atendido por um médico.", concluiu.

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