Justiça apura se facção atua em outras agremiações

Não é a primeira vez que integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) são suspeitos de envolvimento com escolas de samba paulistanas. Um processo que atualmente corre em segredo de Justiça investiga a ligação entre a facção criminosa e a agremiação Império de Casa Verde, na zona norte. Em dezembro de 2006, diretores e integrantes da escola foram presos, sob a acusação de arrecadarem dinheiro de traficantes da zona norte. Os responsáveis pela agremiação negaram qualquer relação com o Primeiro Comando.A polícia havia apreendido crachás da diretoria da Império com três integrantes do PCC: Alexandre Furtado, o Tetinha, era diretor de Harmonia, e Rogério Sevilha da Silva, o Dito Negão era sambista. Eles teriam ligações com o traficante Sidney Rogério de Moraes, o Lacraia, responsável pela arrecadação de dinheiro da facção criminosa na zona norte, onde o grupo movimentaria cerca de R$ 500 mil por mês. Em 2007, quando seu nome ainda estava associado ao caso, a Império ficou em 5º lugar. Dirigentes de outras escolas sempre acreditaram na inocência da Império. Afirmaram que não se pode julgar o coletivo por alguns integrantes. Anteriormente, em abril de 2005, os nomes da Vai-Vai e da Gaviões da Fiel, duas das principais escolas paulistanas, foram citados em interceptações telefônicas de bandidos feitas pela Justiça de Tupã, no interior paulista.Em 2005, a facção criminosa realizou uma manifestação que reuniu 8 mil parentes de presos na frente da antiga sede da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), na Avenida São João, centro. Nos diálogos grampeados, presos diziam que os ônibus fretados ficariam nos galpões das escolas.

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