Justiça autoriza quebra do sigilo telefônico de assassino de Glauco

Medida também inclui Felipe Iasi, que dirigiu o carro até local do crime; pedido será repassado às operadoras

Priscila Trindade, da Central de Notícias

19 de março de 2010 | 15h17

A Justiça de Osasco autorizou a quebra do sigilo telefônico do estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, conhecido como Cadu, assassino confesso do cartunista Glauco e seu filho Raoni. Segundo informações do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a medida também abrange o sigilo telefônico de Felipe Iasi, que dirigiu o carro até o local do crime.

 

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Na quinta-feira, 18, a polícia afirmou que havia pedido a quebra do sigilo telefônico para identificar as chamadas feitas e recebidas dos envolvidos no caso. A Justiça vai mandar o pedido para as operadoras e esperar que os dados sejam enviados à polícia.

 

CRIME

 

Glauco e Raoni foram mortos a tiros na chácara onde moravam, em Osasco, na Grande São Paulo, na madrugada de sexta-feira, 12. Nunes está preso na Delegacia da Polícia Federal no Paraná. Ele confessou ter cometido o crime, mas Iasi enfatizou em depoimento que foi sequestrado e obrigado a levar Cadu ao local do crime.

 

O rastreamento das antenas de celulares da região indica que Nunes levou 9 minutos para percorrer uma distância de 9 quilômetros entre a chácara do cartunista e a Avenida das Comunicações, no bairro IAPI. O trajeto feito em tão pouco tempo seria impossível de ter sido feito a pé. A quebra do sigilo telefônico pode ajudar a esclarecer o fato.

 

Na noite de ontem, amigos e parentes participaram da missa de sétimo dia de Glauco e Raoni. A celebração ocorreu no Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima, na zona oeste da capital. A missa foi organizada pela primeira mulher do cartunista, Érica Ornellas, de 45 anos, mãe de Raoni.

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