Justiça bloqueia bens de casal acusado de torturar menina

A Justiça do Trabalho decretou o bloqueio dos bens do casal Sílvia e Marco Antônio Calabresi, até o limite de R$ 120 mil. A mulher é acusada de torturar ou maltratar seis meninas que viveram com a família nos últimos 17 anos, incluindo L., de 12 anos, encontrada acorrentada na semana passada, com marcas de marteladas e ferimentos feitos com alicate. O bloqueio foi determinado como forma de garantir a preservação do patrimônio da família, para pagamento de indenização relativa à ação civil pública e à ação reclamatória trabalhista em nome de L. A procuradora do Trabalho Janilda Collo diz que a indenização pode chegar a R$ 3 milhões. O Ministério Público do Trabalho afirma que o caso pode ser considerado de exploração de mão-de-obra em condições de escravidão, pois a menina era acorrentada, amordaçada, além de ser obrigada a fazer o serviço de casa sem remuneração e sob tortura. A polícia ainda pediu ontem a prisão preventiva da mãe adotiva de Sílvia, Maria de Lourdes Bianchi, de 82 anos, e do filho da acusada, Tiago Calabresi, de 24, por não terem prestado depoimento. Eles foram indiciados, como o marido de Sílvia, por omissão em caso de tortura, e podem pegar até 4 anos de prisão. Sílvia foi indiciada por tortura, cárcere privado e redução à condição análoga de escravidão, com pena de até 32 anos. A empregada, da casa, Vanice Novaes, foi acusada de tortura e cárcere privado e a mãe biológica de L., Joana d''Arc da Silva, pode pegar 8 anos por omissão e entrega ilegal de criança.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.