Justiça bloqueia prêmio da Mega Sena em Florianópolis

Marceneiro afirma que seu patrão retirou dinheiro; R$ 27,7 milhões podem ter sido divididos em 5 contas

Rafael Carvalho, especial para o Estado,

05 Setembro 2007 | 20h28

O Fórum da 2ª Vara Cível da Comarca de Joaçaba, em Santa Catarina, acatou no final da tarde desta quarta, 5, a liminar em que o marceneiro Flávio Junior Biass, de 21 anos, pede o bloqueio do prêmio do concurso 898 da Mega Sena. O rapaz acusa seu ex-patrão de ter roubado o prêmio que deveria ser dividido entre os dois.   Marceneiro acusa patrão de se apropriar de bilhete premiado   A Caixa Econômica Federal divulgou nota à imprensa em que informa ter cumprido a liminar imediatamente após tê-la recebido e que o dinheiro já está bloqueado. Há indícios de que os R$ 27,7 milhões tenham sido divididos em cinco contas diferentes.   A Justiça de Joaçaba encontrou nos argumentos apresentados pela defesa, indícios suficientes para bloquear o dinheiro até que uma investigação policial decida quem é o verdadeiro dono da fortuna.   Um parente de Biass, que prefere não se identificar, acusa o madeireiro Altamir José da Igreja, mais conhecido como Chico Louco, de ter dividido o dinheiro em cinco contas para forjar um álibi. O ex-patrão de Biass teria mudado sua versão, dizendo que o bilhete premiado, na verdade, teria sido um bolão entre ele e mais quatro amigos.   A versão carece de força, já que o prêmio foi para uma aposta única, o que daria trinta centavos para cada apostador. O pai do marceneiro confirma ter recebido uma ligação de Igreja no domingo à noite, confirmando que o bilhete premiado era o de Biass. O próximo passo da defesa é pedir a quebra do sigilo telefônico e bancário de Igreja, para confirmar a ligação feita no domingo e descobrir para onde, supostamente, o dinheiro teria ido.   O processo agora corre em segredo de justiça e a família de Biass já começa a temer represálias. O rapaz já teria saído da cidade e ido para a casa de parentes, no interior.

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