Justiça concede habeas corpus a Luiz Antonio Vedoin

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu nesta terça-feira habeas-corpus ao empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin, um dos acusados de chefiar a máfia das ambulâncias e de montar um dossiê contra políticos do PSDB. Ele irá responder em liberdade pelos crimes de formação de quadrilha, evasão de divisas, entre outros. Luiz Antonio estava preso em Cuiabá, pela segunda vez, desde o dia 15 de setembro, quando foi descoberta pela Polícia Federal a tentativa de compra do dossiê. Ele foi detido sob acusação de ocultar documentos e vender material que seria usado para ´chantagear pessoas´, segundo a Justiça. O dossiê seria vendido aos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, presos em 15 de setembro pela Polícia Federal com o R$ 1,75 milhão que seria usado na negociação. Dos envolvidos, apenas Luiz Antonio continuava preso. Segundo a PF, Luiz Antonio preparava-se para embarcar ao lado do primo para São Paulo com uma fita de vídeo, um DVD, uma agenda e seis fotos relacionadas às investigações da máfia dos sanguessugas.Filho de Darci Vedoin, dono da Planam, empresa envolvida no superfaturamento de ambulâncias, Luiz Antônio já havia sido preso por meses depois que a PF desencadeou a Operação Sanguessuga, em maio deste ano. Após negociar benefícios em troca de colaboração nas investigações, ele havia sido posto em liberdade. Entenda o casoO episódio do caso dossiê começou há 46 dias. Em 15 de setembro, a Polícia Federal prendeu em Cuiabá um dos donos da Planam, Luiz Antonio Vedoin, e seu tio Paulo Roberto Trevisan, que estavam negociando a venda de informações contra os candidatos tucanos José Serra (ao governo de São Paulo) e Geraldo Alckmin (à Presidência da República). Depois da prisão de Vedoin e Trevisan, a PF de Mato Grosso avisou a de São Paulo, que horas depois prendeu na capital outros dois integrantes do esquema, os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos. Eles estavam com parte dos R$ 1,75 milhão que seriam usados na compra do material pelo PT. Gedimar disse à Polícia que o mandante da operação era Freud Godoy, ex-assessor especial da Presidência. Mas, relatório parcial da PF aponta Jorge Lorenzetti, ex-coordenador do setor de inteligência da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, como mentor da ´negociação´. Durante as investigações, outras figuras próximas ao presidente aparecem no caso: Ricardo Berzoini, ex-coordenador de campanha de Lula e ex-presidente nacional do PT; Hamilton Lacerda, ex-assessor de Aloizio Mercadante; Expedito Veloso, do Banco do Brasil; Oswaldo Bargas, ex-Ministério do Trabalho. O chamado dossiê Vedoin continha um CD, fotos e alguns documentos envolvendo os dois tucanos na máfia das ambulâncias - esquema liderado pela Planam, que vendia ambulâncias superfaturadas a prefeituras de todo o Brasil. As irregularidades deste caso foram descobertas meses antes pela PF e chegaram a movimentar R$ 110 milhões com o envolvimento de funcionários de diversosEste texto foi alterado às 16h40 para inclusão de informação

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