Justiça concede habeas-corpus e liberta delegado Di Rissio

O delegado André Di Rissio, suspeito de participar de um esquema de liberação ilegal de mercadorias na alfândega do aeroporto de Viracopos, em Campinas, obteve habeas-corpus e poderá deixar o Presídio Especial da Polícia Civil, onde está presos desde sexta-feira, 10, obteve habeas-corpusA decisão é da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. A ordem de prisão foi da juíza Élia Kinosita Bulman, da 25ª Vara Criminal Central de São Paulo, que recebeu a denúncia contra o delegado e acatou o pedido de prisão feito por Ministério Público paulista. O delegado é acusado de corrupção passiva e advocacia administrativa (patrocinar interesse privado junto à administração pública valendo-se da qualidade de funcionário).Na mesma decisão, a juíza encaminhou para o Juizado Especial Criminal a denúncia contra outro acusado no mesmo caso, o delegado Fábio Pinheiro Lopes. Ele é acusado de sonegação. Para o juízo da 25ª Vara Criminal, como o crime de prevaricação é de baixo potencial ofensivo, a competência para julgar é do Jecrim.Ex-presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Di Rissio foi preso preventivamente em junho, durante a Operação 14 Bis, da Polícia Federal. Ele é suspeito, junto com outras 15 pessoas, de participar de um esquema de liberação ilegal de mercadorias na alfândega do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).Em 11 de outubro, o delegado foi beneficiado por uma decisão do Superior Tribunal Federal (STF). O ministro Marco Aurélio determinou a expedição de alvará de soltura para André Di Rissio, atendendo pedido de habeas-corpus ajuizado pela defesa. Di Rissio e o delegado Wilson Roberto Ordones - que atuava no aeroporto - respondem ainda por posse ilegal de armas de fogo não registradas.

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