Justiça concede liberdade provisória a acusados de racismo

O autônomo Rogério Costa de Andrade e o designer Eduardo Brandão Jarussi, presos na última segunda-feira na zona sul de São Paulo acusados de racismo foram soltos nesta quarta-feira, 25. A liberdade provisória foi aceita pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio do Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária (Dipo). Os dois foram presos em flagrante na última segunda-feira, 23, junto com o vendedor Emerson de Almeida Chieri, enquanto colavam panfletos com frases racistas e contra o acesso de negros às universidades em paredes de prédios e muros perto de uma universidade na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. O panfleto trazia a caricatura de um negro segurando uma folha da Fuvest (o vestibular da USP) com o carimbo de aprovado e os dizeres "Vestibulando branco, hoje eles roubam sua vaga nas universidades públicas. Se você não agir agora, quem nos garante que eles não roubarão vagas nos concursos públicos?"Segundo a decisão do Dipo, "Andrade e Jarussi são réus primários, de modo que não há fundamento para a manutenção da prisão". Já Chieri, que teria passagens por roubo, furto e posse de drogas, permanecerá preso até que sua defesa providencie documentação complementar e reitere o pedido de liberdade.

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