Justiça condena 14 acusados de tortura na Febem

Quatorze funcionários e ex-servidores da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) foram condenados, juntos, a mais de 925 anos de prisão pelo crime de tortura. A decisão é do juiz Marcos Alexandre Coelho Zili, de São Paulo.De acordo com a denúncia, o espancamento de 35 internos aconteceu em novembro de 2000, no Complexo Raposo Tavares da Febem, no interior de São Paulo, e teria contado com a participação de agentes da unidade de Franco da Rocha.Francisco Gomes Cavalcante, então assessor da presidência da Febem, e Antônio Manoel de Oliveira, ex-diretor do Complexo de Franco da Rocha, foram condenados a 87 anos, um mês e cinco dias de reclusão em regime inicial fechado. Dez monitores foram condenados, também por tortura, a 74 anos e oito meses de prisão cada um.Já Margarida Maria Rodrigues Tirollo e Flávio Aparecido dos Santos, na época diretores do Complexo Raposo Tavares da Febem, foram condenados a dois anos, dois meses e 20 dias de detenção por omissão, mas tiveram suas penas privativas de liberdade substituídas por prestação de serviços à comunidade. Todos os réus poderão recorrer em liberdade.

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