Justiça condena e suspende prefeito de Jardinópolis

O prefeito de Jardinópolis, na região de Ribeirão Preto, Amauri Pegoraro (PSDB), foi suspenso do exercício de sua função, além de ter seus bens bloqueados e ser condenado a pagar 70 salários mínimos (R$ 14 mil) por ter cometido irregularidades administrativas em 1998. Essa foi a decisão da juíza local, Lucilene Aparecida Canella de Mello, tomada ontem e que afasta Pegoraro do cargo e empossa o vice, José Zanin (PFL).O advogado de Pegoraro, Wanderley Ruggiero, disse que seu cliente não será afastado até a publicação da sentença. Ele irá pedir reconsideração, ou recorrerá da decisão.A ação civil pública que gerou a condenação de Pegoraro tem origem em 1998, quando uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara apontou vários indícios de irregularidades administrativas - fraude em licitação e na compra de combustíveis pelo município - que teriam sido praticadas pelo prefeito. O relatório foi enviado ao Ministério Público e o promotor Alexandre Padilha moveu a ação, pedindo o afastamento do prefeito. Na época, o juiz negou o afastamento, mas bloqueou os bens de Pegoraro, que, em 2000, foi reeleito. A ação continuou até a sentença que saiu ontem.Além de Pegoraro, outras três pessoas foram condenadas pela decisão da juíza Lucilene de Mello: José Mário Pegoraro (primo de Amauri), ex-secretário de governo; José Luís Portugal (que ainda preside a Comissão de Licitação); e Vera Lúcia Marconi Cardoso (ex-secretária de Cultura). Pegoraro não estava na prefeitura nesta tarde.

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