EVARISTO SA / AFP
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Justiça condena João de Deus a 19 anos de prisão por crimes sexuais

A condenação desta quinta-feira é a primeira por crimes sexuais. O médium, que está preso desde dezembro do ano passado, ainda responde a mais dez denúncias

Patrik Camporez, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2019 | 15h42
Atualizado 20 de dezembro de 2019 | 12h41

BRASÍLIA - A Justiça de Goiás condenou nesta quinta-feira, 19, o médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, a 19 anos de prisão por crimes sexuais. A decisão é da juíza Rosângela Rodrigues, da comarca de Abadiânia, no interior do Estado.

Ele foi condenado a regime fechado, em razão da natureza do crime, que é considerado hediondo. Esse caso diz respeito à primeira denúncia recebida na comarca de Abadiânia, em janeiro de 2018, e envolve quatro vítimas, duas por violação sexual e duas por estupro de vulnerável. A sentença do caso tem 198 páginas e foi elaborada em 15 dias. Já a instrução do processo levou oito meses.

João de Deus foi preso no dia 16 de dezembro do ano passado sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, crimes que teriam sido praticados contra centenas de mulheres na instituição em que atendia pessoas em busca de atendimento espiritual.

A condenação desta quinta-feira é a primeira por crimes sexuais. O caso está sob segredo de Justiça. O médium ainda responde a mais dez denúncias por crimes sexuais e outras duas por porte ilegal de arma de fogo. Em junho, a defesa de João de Deus recorreu ao Supremo Tribunal Federal para rever sua prisão preventiva.

A defesa alegou que João de Deus, além de idoso – ele tem 77 anos -, é portador de insuficiência coronariana, e que sua custódia “estaria fundamentada apenas no clamor público e no abalo à paz e à tranquilidade pela eventual soltura” do líder espiritual.

O caso foi analisado pelo ministro Ricardo Lewandowski, que negou a concessão de prisão domiciliar ou conversão da preventiva do médium por outras medidas cautelares alternativas.

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