Justiça considera ilegal a greve dos policiais civis na Bahia

Caso a categoria não retorne ao trabalho o Sindpoc vai ter que pagar multa diária de R$ 100 mil

Tiago Décimo, de O Estado de S.Paulo,

31 de março de 2008 | 15h35

A Justiça baiana considerou ilegal a greve dos policiais civis da Bahia, deflagrada na última sexta-feira, 28. A decisão, tomada na manhã desta segunda-feira, 31, considera nulos os atos de protesto do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc) e estabelece multa diária de R$ 100 mil ao sindicato caso a greve seja mantida.   Segundo o Sindpoc, os agentes lutam por um reajuste salarial de 37%, o mesmo que teria sido concedido aos delegados pelo governo estadual - que aumentou os salários de policiais, peritos e escrivães em 4,46%. Porém, a Secretaria de Segurança Pública baiana diz que o aumento médio do salário dos delegados foi de 25%.   Na noite de domingo, 39 presos fugiram do Complexo Policial da Baixa do Fiscal, em Salvador. Policiais Militares, continuam com as buscas, recapturou 12 deles, pouco depois da fuga.   Está prevista para esta tarde a assembléia dos PMs baianos, que ameaçam também parar as atividades a partir desta terça-feira.   Greve em Alagoas   Os policiais civis de Alagoas ficaram quase sete meses em greve, exigindo melhores condições de trabalhos e equiparação salarial com os peritos criminais. No dia 27 de fevereiro, após uma assembléia geral da categoria, os policiais voltaram ao trabalho ao aceitar uma proposta de reajuste salarial de 36,7% e adicional noturno de 7,2%.

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