Justiça de AL realiza 1.º júri dentro de presídio no País

Presidente do Judiciário alagoano espera que iniciativa dê bons resultados; OAB critica falta de estrutura

Ricardo Rodrigues e Solange Spigliatti, O Estado de S.Paulo e Central de Notícias

14 de abril de 2009 | 11h03

Começou na manhã desta terça-feira, 14, em Maceió, o primeiro júri popular dentro de um complexo prisional brasileiro. A experiência inédita no Brasil é uma iniciativa do Tribunal de Justiça de Alagoas, com o objetivo de reduzir os riscos de fuga ou resgate de presos, além de diminuir os custos dos julgamentos.

 

A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL), no entanto, não vê com bons olhos a experiência e aponta "riscos desnecessários" e "falta de estrutura" para a realização do júri dentro do complexo prisional. Segundo o TJ, os jurados foram transportados por um veículo do Tribunal até o local do júri, onde foi realizado o sorteio dos integrantes do Conselho de Sentença.

 

O julgamento é presidido pelo juiz Geraldo Amorim e começou por volta das 8 horas, em uma sala reservada no prédio do setor administrativo do presídio Rubens Quintella, na periferia da capital alagoana. Segundo o magistrado, há previsão de veredicto para o final da tarde.

 

A presidente do Judiciário alagoano, desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento, destacou o pioneirismo da iniciativa, confirmando que "essa é uma atitude histórica do juiz Geraldo Amorim e uma experiência para o Poder Judiciário. Esperamos que dê bons resultados e que tenha a receptividade da sociedade".

 

O réu que está sendo julgado é José Márcio da Silva, conhecido por "Índio", acusado de homicídio ocorrido em 2006. Ele teria dado um tiro em Carlos Alberto Ribeiro Macedo, na ponte sobre o Vale do Reginaldo. "Índio", de 31 anos, também responde por outro assassinato, que tem júri marcado para o próximo dia 22.

 

Atualizado às 14h50 para acréscimo de informações.

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