Justiça de Brasília concede habeas corpus ao empresário Nenê Constantino

Pai do dono da Gol estava preso desde a última quarta, 15, acusado de mandar matar seu ex-genro, Eduardo Queiroz Alves, em 2008

Lu Aiko Otta, BRASÍLIA

19 de dezembro de 2010 | 18h15

A Justiça de Brasília mandou soltar o empresário Nenê Constantino, pai do dono da Gol. Ele estava preso desde a última quarta-feira, acusado de mandar matar seu ex-genro Eduardo Queiroz Alves. Em 2008, cinco tiros atingiram o carro de Alves, que sobreviveu.

O empresário também é acusado de ter encomendado o assassinato, em 2001, de Márcio Leonardo de Sousa Brito, líder da invasão de um de seus terrenos. Constantino possui uma empresa de ônibus urbana operando no Distrito Federal (DF), a Planeta. Ele recebeu voz de prisão no fórum de Taguatinga, cidade-satélite, quando acompanhava audiências do inquérito que apura a morte de Brito.

O empresário, de 79 anos, estava internado desde a noite de quinta-feira, após passar mal enquanto era transferido do Departamento de Polícia Especializada para o presídio da Papuda. Ele sentiu dores no peito e foi submetido, no sábado, a um cateterismo que apontou obstrução discreta nas artérias coronárias.

Os advogados de Constantino haviam tentando revogar a prisão, o que foi negado pela Justiça na sexta-feira. Entraram, então, com pedido de habeas corpus, que foi acatado na noite de sábado pelo desembargador Dácio Vieira, vice-presidente do Tribunal de Justiça.

Nenê Constantino é também suspeito de pagar propina ao ex-governador do DF, Joaquim Roriz, para obter favores para sua empresa. Essa denúncia levou Roriz a renunciar ao mandato de senador, para escapar da cassação. Isso, por sua vez, o enquadrou na lei da Ficha Limpa e o tirou do páreo para governador do DF nas últimas eleições.

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