Justiça de MG concede liberdade condicional para o goleiro Bruno

Atleta não pode deixar a prisão pois ainda responde pelo desaparecimento e morte de Eliza Samúdio

Priscila Trindade e Marcelo Portela,

29 Maio 2012 | 17h21

Atualizado às 18h38.  

SÃO PAULO - A Justiça de Minas Gerais concedeu na tarde desta terça-feira, 29, ao goleiro Bruno Fernandes liberdade condicional no processo de cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal contra sua ex-namorada, Eliza Samudio. O direito foi concedido devido ao tempo de pena cumprida.

Ele foi condenado em dezembro de 2010 pela Justiça do Rio de Janeiro a 4 anos e 6 meses de reclusão por sequestro, lesão corporal e constrangimento ilegal da jovem. O processo foi aberto após Eliza denunciar o caso em outubro de 2009. Ela relatou que o jogador, Macarrão e outras duas pessoas a colocaram em um carro, onde ela foi agredida e forçada a ingerir substâncias abortivas. Na época, Eliza estava grávida de 5 meses do filho de Bruno. O caso só andou depois que a jovem desapareceu e a agressão ganhou repercussão.

A decisão sobre a liberdade do goleiro foi julgada pela Vara de Execuções Criminais de Contagem porque ele está preso na Penitenciária Nelson Hungria, na mesma cidade. Apesar da decisão do juiz Wagner Cavalieri, Bruno permanecerá preso pois ainda responde pelo desaparecimento e morte da ex-namorada. Eliza desapareceu em junho de 2010. O pedido de habeas corpus referente a este caso será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Bruno e Macarrão ainda devem ser levados a júri popular pelo sequestro, cárcere privado e assassinato de Eliza, mas o julgamento não tem data prevista para ocorrer. Além deles, também serão julgados o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", e Sérgio Rosa Sales, único réu que aguarda em liberdade.

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