Justiça de MG permite que goleiro Bruno volte a treinar no presídio

Acusado pela morte de Elisa Samudio poderá usar equipamentos durante banho de sol; ele diz que vai voltar a jogar

Marcelo Portela, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2011 | 14h35

BELO HORIZONTE - Afastado dos campos desde julho do ano passado, o goleiro Bruno Fernandes, acusado do assassinato de sua ex-amante Eliza Samudio, de 25 anos, vai poder voltar a treinar. Ele está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana, mas conseguiu uma autorização para poder voltar à atividade, com equipamentos.

 

A decisão foi da Vara de Execuções Criminais (VEC) do Fórum de Contagem, que acatou pedido da defesa do goleiro, que já atuou pelo Atlético-MG, Corinthians e Flamengo. A questão da segurança foi analisada pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), que permitiu ao atleta usar meião, caneleira e bola durante os banhos de sol.

 

Bruno foi preso em julho do ano passado, por ordem da Justiça, acusado de envolvimento no sequestro e assassinato de Eliza. No fim do ano, a juíza Marixa Fabiane Lopes determinou que ele seja julgado por um júri popular.  O jogador sempre negou o crime e disse várias vezes que pretende jogar bola ao deixar a prisão.

 

Além do goleiro, também serão julgados pelo crime o braço direito do atleta, Luiz Henrique Ferreira Romão, o "Macarrão"; Sérgio Rosa Sales, que é primo de Bruno; e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", acusado de ter executado a vítima. Outros quatro acusados, que estão em liberdade, vão responder processo por sequestro e cárcere privado.

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