AGLIBERTO LIMAAE
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Justiça decide mandar Cristian Cravinhos de volta para a prisão

Ele foi detido na madrugada com uma arma de fogo após agredir a ex-mulher; ele também tentou subornar policiais

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

18 Abril 2018 | 12h52

SOROCABA - A Justiça decidiu mandar Cristian Cravinhos, condenado pela morte do casal von Richthofen, de volta para a prisão, após ter sido detido com arma de fogo e tentar subornar policiais, na madrugada desta quarta-feira, 18, em Sorocaba. Cristian estava em liberdade desde agosto do ano passado, após cumprir parte da pena de 38 anos e seis meses, na Penitenciária de Tremembé. Ele tinha declarado residência em São Paulo e não podia se ausentar da cidade sem prévia comunicação à Justiça. O condenado foi detido no bairro Trujillo, na região central, após agredir sua ex-mulher, que chamou a polícia.

Os policiais encontraram um projétil de calibre 9 mm no colete do suspeito, que ofereceu R$ 1 mil para não ser preso, além de uma moto. Uma arma achada no local também seria dele. Cristian ainda teria dito aos PMs que seu irmão, Daniel Cravinhos, viria de São Paulo com mais dinheiro. Os policiais deram voz de prisão por porte ilegal de arma e munição, e por estar fora de seu domicílio, em horário em que deveria estar em casa. Conforme a PM, a ex-mulher confirmou as agressões, mas não quis registrar o caso.

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Em audiência de custódia, no Fórum Criminal de Sorocaba, o juiz entendeu que o condenado teve conduta incompatível com as regras do cumprimento de pena em regime aberto. Cristian ficará preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba até ser transferido para Tremembé. De acordo com o advogado Ivan Peterson de Camargo, que acompanhou Cristian na audiência, ele negou a posse da munição. "Ele alegou que veio para Sorocaba se encontrar com uma mulher, mas sua ex-mulher acabou vindo atrás dele e o surpreendeu. Houve uma discussão, mas ele nega que tenha agredido, tanto que ela chamou a polícia, mas não fez queixa."

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Conforme o advogado, o acusado negou também a posse da arma e a tentativa de suborno. "Os policiais recolheram munição e dinheiro que estariam num colete, num bar, que ele nega ser dele." O advogado disse que foi contratado apenas para a audiência e vai conversar com a família para, eventualmente, continuar no caso. "Se ficar comigo (o caso), vou estudar as medidas para tentar manter o regime aberto."

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Os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos foram condenados, junto com Suzane von Richthofen, pelo assassinato dos pais dela, Manfred e Marísia Richthofen, em 2002, em São Paulo. Na época, Daniel era namorado de Suzane. Cristian foi sentenciado a 38 anos e seis meses em regime fechado, mas deixou a prisão em agosto de 2017, após ser autorizado pela Justiça a cumprir o restante da pena em liberdade. Daniel também já conseguiu o regime aberto, enquanto Suzane aguarda decisão da Justiça sobre pedido no mesmo sentido, feito pela Defensoria Pública de Taubaté.

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