Justiça decide nesta quarta-feira sobre indenização a jovem baleada há 15 anos

Camila Lima ficou tetraplégica aos 12 anos após troca de tiros entre assaltantes e seguranças; caso ganhou repercussão mundial

Clarissa Thomé , O Estado de S. Paulo

26 de março de 2014 | 16h33

RIO - A 45ª Vara Cível julga nesta quarta-feira, 26, o processo de indenização por danos morais que a funcionária pública Camila Magalhães Lima move contra a Associação de Lojistas de Vila Isabel, na zona norte. O caso vai a julgamento 15 anos depois de Camila ser baleada, no Boulevard 28 de Setembro, em uma troca de tiros entre assaltantes de joalheria e seguranças particulares.

"A bala não atingiu somente Camila mas toda sua família, seus amigos. Quinze anos é muito tempo. Precisávamos desse dinheiro para o tratamento de Camila. Imagina se esperássemos a Justiça", afirmou a mãe da jovem, Anna Lúcia Lima. Ela disse que está esperançosa.

Camila saía sozinha pela primeira vez da escola, com amigas, quando foi surpreendida pelo tiroteio. Uma bala perdida a atingiu no pescoço e a imagem da menina ensanguentada, caída no asfalto, foi publicada por vários jornais do mundo.

O governo do Estado chegou a pagar R$ 120 mil, como antecipação de tutela, para que Camila fizesse tratamentos. Ela já foi atendida em centros médicos da Alemanha, Itália e Portugal, além de manter intenso programa de fisioterapia no Brasil. Camila recuperou o movimento dos braços e tem controle sobre o tronco. A jovem, que sonhava ser modelo, cursou Ciências Sociais, fez MBA, e foi aprovada em dois concursos públicos. Hoje trabalha na Comissão de Valores Mobiliários.

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