Justiça decide sobre habeas-corpus de promotor

O ministro Paulo Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça, deverá decidir na segunda-feira uma liminar em habeas-corpus pedida pelos advogados do promotor de Justiça Igor Ferreira da Silva, acusado de matar em 1998 sua mulher, Patrícia Aggio Longo, que estava grávida de sete meses. O objetivo da defesa de Silva é adiar o julgamento do promotor pelo órgão especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, marcado para a próxima quarta-feira. Os advogados também querem que seja realizado um novo exame de DNA para provar que o filho era de Silva, ao contrário do que concluiu um exame feito por um perito da Universidade de São Paulo (USP). A mulher do promotor morreu em Atibaia, após receber vários tiros. Durante depoimento, o promotor negou a autoria do crime e sustentou que ele e a mulher foram vítimas de um assalto. Mas o argumento não foi aceito pelo Ministério Público, que acabou denunciando o promotor por crime qualificado e aborto provocado. O caso está no Tribunal de Justiça de São Paulo porque Silva tem direito a foro especial, já que é promotor.

Agencia Estado,

12 de abril de 2001 | 18h05

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