Justiça decreta prisão da viúva do ganhador da Mega Sena

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva de Adriana Almeida, viúva de René Senna, de 54 anos, ganhador da Mega Sena, assassinado no dia 7 de janeiro, no município de Rio Bonito. Também foram decretadas as prisões de Anderson Souza, Janaína Oliveira, Ednei Gonçalves, Ronaldo Amaral e Marco Antônio Vicente.A decisão foi tomada, nesta quinta-feira, 29, pela juíza Renata Gil, da 2ª Vara de Rio Bonito, depois de aceitar a denúncia oferecida pelo Ministério Público. A viúva e outras cinco pessoas estão presas por suspeita de envolvimento no crime.Renné Senna morreu no dia 7 de janeiro de 2007. Ele ficou rico depois de ganhar um prêmio de R$ 50 milhões. A suspeita é a de que sua mulher tenha sido a mandante do crime.?Existem testemunhas no inquérito que declararam se sentir ameaçadas por alguns dos acusados?, justificou a juíza ao decretar a prisão. Os seis réus serão interrogados na próxima terça-feira, dia 3 de abril.Cronologia do casoJulho de 2005: René Senna, ex-lavrador e ex-açougueiro de Rio Bonito, ganha sozinho o prêmio de R$ 52 milhões da Mega SenaJaneiro de 2006: René, então com 53 anos, se casa com a cabeleireira Adriana Almeida, de 28 anosJaneiro de 2007: Adriana paga R$ 300 mil por uma cobertura no Arraial do Cabo (RJ). No documento de compra e venda, diz não ser casada nem ter relacionamento estável4 de janeiro: O casal briga, e Adriana deixa a fazenda de R$ 9 milhões onde morava com o marido7 de janeiro: René Senna é morto com quatro tiros de pistola à queima-roupa no Bar do Penco12 de janeiro: Acusada pela única filha de René, Renata, de ser a mandante do crime, Adriana depõe na delegacia de Rio Bonito. A polícia pede quebra do sigilo bancário e telefônico da ex-cabeleireira27 de janeiro: O motorista de van Robson de Oliveira, de 27 anos, diz em depoimento de seis horas que ele e a viúva se conhecem há três anos, já namoraram, reataram em setembro e passaram o réveillon juntos em Arraial do Cabo29 de janeiro: Adriana admite que mentiu e pede pra refazer declarações à polícia30 de janeiro: Adriana é presa sob acusação de envolvimento no crime1º de fevereiro: Dois policiais militares que trabalharam como seguranças de René Senna foram presos, sob suspeita de participação no crime2 de fevereiro: O ex-policial militar Anderson Silva de Souza, que atuou como segurança do milionário, se entrega para a polícia, é preso e considerado suspeito5 de fevereiro: Prisão da professora de educação física Janaína da Silva Oliveira, mulher do ex-policial militar Anderson Silva de Souza - apontado como possível executor do assassinato - e amiga da viúva de Senna, Adriana Almeida.6 de fevereiro: O último suspeito, o motorista Edney Gonçalves Pereira, se entrega à polícia e nega participação no crime.8 de fevereiro: Depoimento de Creuza Ferreira Almeida, mãe de Adriana, reforça indícios de que ela tenha ligações com a morte de Renné e do PM Davi Vilhena. Creuza declarou que o ex-PM Anderson da Silva Souza, acusado de ser o autor do crime, tinha ciúmes de Vilhena com o patrão.14 de fevereiro: Justiça nega pedido de habeas-corpus de Adriana. Decisão levou em consideração conversas telefônicas que indicaram que ela tentou atrapalhar as investigações sobre o caso.26 de fevereiro: Polícia do Rio faz a reconstituição do crime, no dia 7 de janeiro, na cidade de Rio Bonito.27 de fevereiro: Juíza prorroga por 30 dias a prisão dos seis envolvidos no caso.21 de março: Calisto Fernandes dos Santos Filho, de 66 anos, tio de Renné Senna, é encontrado morto na carceragem da Polinter, no Rio. Preso por estupro, ele estaria alojado na mesma cela de Anderson Silva de Sousa, ex-PM e ex-segurança de Renné, um dos suspeitos de ter participado do assassinato do milionário. O delegado responsável pelo caso informa que a Delegacia de Homicídios não vai investigar a morte pois não há indícios de que a morte tenha ligação com o assassinato de Renné.26 de março: A polícia conclui o inquérito que investiga a morte e acusa Adriana como mandante do crime.

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