Justiça decreta prisão de envolvidos na compra de dossiê; lei eleitoral impede prisões

A Justiça Federal de Mato Grosso determinou a prisão do ex-secretário especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freud Godoy, e de outros cinco petistas diretamente envolvidos na compra e divulgação do dossiê que se destinava a prejudicar candidatos do PSDB.A Polícia Federal confirmou que recebeu a ordem judicial, mas deixou de cumpri-la porque a lei eleitoral proíbe prisões nos cinco dias que antecedem as eleições e até 48 horas depois do pleito, a não ser em flagrante. Isso significa que a ordem de prisão, se for mantida, somente poderá ser cumprida a partir da zero hora de quarta-feira, 4.A ordem judicial chegou na madrugada de terça, 26, à Superintendência da PF em Cuiabá, uma hora e meia depois de a proibição entrar em vigor, por imposição da Lei Eleitoral. Os outros alvos dos mandados de prisão foram o ex-chefe do serviço de inteligência da campanha à reeleição de Lula, a chamada Abin do PT, Jorge Lorenzetti; o ex-chefe de gabinete do Ministério do Trabalho Oswaldo Bargas, coordenador da área de trabalho e emprego da campanha de Lula; o ex-diretor de Gestão e Risco do Banco do Brasil Expedito Afonso Veloso; o ex-agente federal Gedimar Passos e o empresário Valdebran Padilha.As prisões foram solicitadas pelo procurador da República Mário Lúcio Avelar, que acompanha o inquérito sobre o dossiê anti-José Serra. Na semana passada, o mesmo pedido foi rejeitado pelo juiz da 2ª Vara Federal do Mato Grosso, Marcos Alves Tavares, que não viu necessidade da medida. Avelar, no entanto, insistiu no pedido, que acabou caindo nas mãos de uma juíza de plantão.

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