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Justiça decreta prisão de policial suspeito de participar da morte de Eliza Samudio

Modelo, que namorou o ex-goleiro Bruno, desapareceu em junho de 2010; juiz afirmou que havia ameaça ao andamento do processo

Leonardo Augusto, Especial para o Estado

12 de julho de 2015 | 22h55

BELO HORIZONTE - A Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva do policial civil aposentado José Lauriano de Assis Filho, conhecido como Zezé, por suspeita de participação na morte da modelo Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno, ocorrida em junho de 2010. A Polícia Civil esteve na casa de José Lauriano na sexta-feira para cumprir o mandado, mas o ex-policial não foi encontrado.

Segundo o autor da decisão, juiz Elexander Camargos Diniz, da Vara do Tribunal do Júri de Contagem, na Grande Belo Horizonte, a prisão foi decretada por ameaça ao andamento do processo. “O simples fato de se tratar de um policial civil incute temor a testemunhas e aos demais envolvidos na sequência de crimes”, afirmou o juiz, na decisão.

O ex-policial civil poderá responder por sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho que teve com Bruno, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. O juiz determinou ainda que o policial civil Gilson Costa, também suspeito de participação no crime, seja proibido de se aproximar ou manter contato com testemunhas, vítimas ou informantes do processo. O policial, conforme as investigações, teria recebido telefonemas de envolvidos no crime.

Além de Bruno, outras cinco pessoas foram condenadas por participação na morte de Eliza Samudio. Segundo denúncia do Ministério Público, Zezé sequestrou a modelo e o filho, à época com quatro meses, em 4 de junho de 2010. O goleiro e seu amigo, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também condenado, teriam acertado o sequestro com Zezé. O ex-policial também teria ajudado a manter mãe filho em cárcere privado até 10 de junho, quando Eliza teria sido assassinada. O corpo nunca foi encontrado.

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