Justiça decreta prisão preventiva de PMs processados pela juíza Patrícia Acioli

Eles são suspeitos de terem assassinado a magistrada no dia 11 de agosto no Rio

Central de Notícias,

07 Outubro 2011 | 19h43

SÃO PAULO - A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de sete policiais militares que respondem a processos de homicídio em autos de resistência (mortes de suspeitos em confronto com a polícia) na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde a juíza Patrícia Acioli, assassinada em agosto, era titular.

A decisão, divulgada nesta sexta-feira, 7, é do juiz Fábio Uchôa. O magistrado também determinou a suspensão do exercício da função pública e determinou a entrega das armas de outros seis PMs.

No dia 8 de setembro, o Ministério Público estadual requereu medida cautelar de suspensão de exercício de função de 34 PMs e reiterou o pedido de prisão de 28 deles. Na ocasião, Uchôa determinou que os advogados e defensores públicos dos acusados se manifestassem, primeiramente, sobre o pedido do MP.

Após analisar os processos e decretar a prisão de sete PMs, o juiz disse que a juíza Patrícia Acioli e o Ministério Público de São Gonçalo haviam iniciado uma "cruzada moralizadora" na região, com o objetivo de apurar e punir eventuais crimes de homicídios praticados por policiais militares e que vinham sendo registrados, em sede policial, como autos de resistência.

A juíza foi assassinada na noite do dia 11 de agosto, quando chegava à sua residência, em Piratininga, Niterói.

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