Justiça denuncia 16 por associação com presos na Polinter

Entre os denunciados está o delegado de Polícia Civil e Coordenador do Núcleo de Controle de Presos (NUCOP), Renato Soares Vieira

estadão.com.br,

08 Novembro 2011 | 10h19

SÃO PAULO - Dezesseis pessoas foram indiciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado(GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por associação com presos na Polinter.

Entre os denunciados estão o delegado de Polícia Civil e Coordenador do Núcleo de Controle de Presos (NUCOP), Renato Soares Vieira, oito policiais civis, seis detentos e uma servidora, a maioria presa nesta terça-feira, 8, durante operação policial, realizada no Rio, Niterói, Teresópolis e Nova Friburgo.

O grupo criminoso é acusado por diversos crimes, entre eles o de quadrilha armada, concussão, prevaricação, usurpação de função pública e facilitação de acesso a aparelho telefônico a presos da carceragem da Polinter - Base Nova Friburgo.

Segundo o Ministério Público do Rio, o grupo é liderado por Renato Soares Vieira e pelos policiais civis, também denunciados, Luiz Cláudio Pereira, oficial de cartório que exercia assessoria de Renato; Ernani de Souza Gomes, inspetor de Polícia e ex-chefe da Base Polinter de Nova Friburgo; e Antônio Carlos Ferreira, também inspetor e ex-chefe da Polinter do Município.

Eles controlavam as transferências dos presos da Polinter - Base Nova Friburgo para outras unidades prisionais e mantinham desde 2010 um esquema de arrecadação de vantagens ilícitas ao exigir dinheiro dos presos ou de seus familiares para impedir essas transferências, como também para a realização de visitas comuns e íntimas.

De acordo com o MP, os crimes começaram a partir do início de 2010, quando Ernani assumiu a chefia da carceragem. Nesse período ele se associou ao denunciado Lúcio Paulo Nunes Ribeiro, preso de confiança responsável por administrar os lucros da atividade criminosa, e a Renato Soares Vieira, que na condição de Coordenador do NUCOP, administrava os recursos materiais e humanos relativos às unidades carcerárias.

Denominada Operação Faraó, a ação teve por base investigações iniciadas pela Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Nova Friburgo e, posteriormente, conduzidas pela Corregedoria-Geral Unificada (CGU). A ação contou com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Subsecretaria de Inteligência da SESEG.

Texto atualizado às 11h55

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