Justiça despeja invasores de prédios populares em Maceió

Centenas de família têm 10 dias para deixar condomínio do Programa de Arrendamento Residencial da CEF

Ricardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

01 Agosto 2008 | 09h41

A Justiça Federal de Alagoas e um desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF), no sede em Recife (PE), determinaram a reintegração de posse nos quatro prédios do PAR - Plano de Arrendamento Residencial, da Caixa Econômica Federal, invadidos por centenas de famílias, em Maceió.   Os invasores do Residencial Ernesto Maranhão têm que desocupar os imóveis até às 17 horas desta sexta-feira. A ordem foi proferida na quinta-feira, 31, pela juíza federal Cíntia Brunetta, da Justiça Federal de Alagoas. O condomínio construído pelo PAR fica na Cidade Universitária, às margens da Via Expressa, e foi invadido em 8 de julho.   Já os invasores dos residenciais Mayra, Janaína e Iracema - que integram o Condomínio Aldeota, no bairro da Serraria - têm dez dias para desocupar os apartamentos. Segundo um levantamento da Caixa, são mais de 500 apartamento invadidos só nesses três residenciais.   O prazo para a desocupação foi estipulado ontem pelo desembargador Marcelo Navarro, do TRF da 5ª Região. A decisão restabeleceu a ordem do juiz federal substituto Gustavo Moulin, da 1ª Vara da Justiça Federal de Alagoas, determinando a desocupação dos imóveis do Condomínio Aldeota, invadidos em 15 de julho.   Segundo Navarro, caso a ordem não seja cumprida dentro do prazo, a desocupação terá que ser feita e se houver resistência, pode ser forçada. O desembargador determinou ainda que a Caixa analise, em 20 dias, os dados cadastrais já entregues pelas pessoas que ocupam irregularmente os imóveis, para verificar se os dados fornecidos correspondem aos requisitos exigidos para participação no PAR.   Os moradores irregulares realizaram um protesto em frente a agência da Caixa Econômica, na Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol. Os manifestantes pedem o retorno das negociações com a instituição e regularização da situação deles, com relação aos imóveis do PAR que continuam invadidos e estão sofrendo ordem de despejo.  

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