Justiça determina que garis voltem ao trabalho no Rio

Desembargadora exigiu que no mínimo 60% dos trabalhadores assumam seus postos; caso medida não seja cumprida, será aplicada multa diária de R$ 50 mil

Priscila Trindade, do estadão.com.br

14 de junho de 2010 | 15h43

SÃO PAULO - A Prefeitura do Rio informou nesta segunda-feira, 14, que conseguiu na Justiça uma determinação para obrigar os garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) a voltar imediatamente ao trabalho. Por questões salariais, os funcionários da empresa entraram em greve a meia-noite deste domingo.

 

Na decisão, a desembargadora Gloria Regina Ferreira Mello, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ), destacou que a paralisação "atinge atividade essencial" e exigiu que sejam assegurados os serviços de limpeza urbana na cidade, inclusive de coleta, com o mínimo de 60% dos trabalhadores da Comlurb.

 

Caso a medida não seja cumprida, será aplicada multa diária de R$ 50 mil para o Sindicato dos Empregados e Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro.

 

Representantes do Sindicato dos Empregados e Empresas de Asseio e Conservação do Município e da Comlurb participarão de uma audiência de conciliação às 17 horas. Após a audiência, os garis farão uma assembleia. De acordo com o presidente do Sindicato, Luciano David de Araújo, cerca de 80% dos 19 mil funcionários da categoria aderiu à greve.

 

Os garis exigem equiparação do piso da categoria ao salário mínimo regional, passando dos R$ 486,10 para R$ 581,88, reajuste do tíquete-refeição, de R$ 7,93 para R$ 12 por dia, e pagamento do adicional de insalubridade de 40% para operadores de máquinas.

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