Justiça ordena que Samarco barre chegada da lama ao mar; multa é de R$ 10 mi ao dia

Abastecimento de água foi suspenso em Colatina; Rio Doce deságua no litoral capixaba no distrito de Regência

Leonardo Augusto, Especial para o Estado de S. Paulo

19 Novembro 2015 | 10h30

BELO HORIZONTE - A Justiça Federal no Espírito Santo determinou que a mineradora Samarco adote em 24 horas medidas para que a lama que atingiu o Rio Doce com a ruptura das duas barragens da empresa em Mariana, Minas Gerais não chegue ao mar. Conforme a decisão, do juiz Rodrigo Reiff Botelho, da 3ª Vara Cívil de Vitória, a mineradora, que pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billiton, será multada em R$ 10 milhões por dia caso a determinação não seja cumprida.

O Rio Doce deságua no litoral capixaba no distrito de Regência, que pertence a Linhares, norte do Espírito Santo. A região é conhecida pelo projeto Tamar, de proteção a tartarugas.

Nesta quarta-feira, 18, o abastecimento de água foi suspenso em Colatina, a maior cidade do Espírito Santo a depender exclusivamente do Rio Doce para fornecer água à população.

A queda das barragens em Mariana aconteceu em 5 de novembro. Até o momento foram confirmadas sete mortes. Quatro corpos aguardam identificação. Doze pessoas estão desaparecidas. A lama atingiu o Rio Doce via afluentes. A bacia do rio em Minas tem aproximadamente 200 cidades. 

A Samarco confirmou o recebimento das solicitações da Justiça Federal e informou que vai analisar cuidadosamente o que é requerido.

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