Marcos de Paula/AE
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Justiça determina transferência de corpos e bens de prédios no Rio

Outra determinação é que a associação possa acompanhar a triagem do entulho recolhido no centro

estadão.com.br, atualizado às 20h26

30 Janeiro 2012 | 19h57

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que seja feita a transferência para local adequado de todo e qualquer pertence encontrado nos escombros dos três prédios que desabaram na noite de quarta-feira, 25, no centro da cidade.   Outra determinação é que a Associação das Vítimas da 13 de Maio possa acompanhar em tempo integral o trabalho de triagem do entulho recolhido.

A decisão da juíza Angélica dos Santos Costa, do Plantão Judiciário, atende a ação cautelar proposta pela associação e pelo escritório Blatter & Galvão, Sidou, Whitaker Advocacia. A medida foi proferida na madrugada do domingo, 29.

A decisão foi tomada em razão da dificuldade das vítimas e dos familiares em obter informações sobre o destino dos bens encontrados nos escombros.

Rotina. Reaberta depois de quatro dias, a Avenida Treze de Maio voltou a receber pedestres nesta manhã, mas ainda não foi liberada para a passagem de carros. Apenas veículos do Corpo de Bombeiros e de serviços públicos podiam circular por ali.

A calçada do outro lado da rua recebeu centenas de curiosos que olhavam para o espaço onde ficavam os três edifícios que desabaram. Por ali, funcionários limpavam as fachadas e o interior das lojas que haviam sido tomadas pela poeira.

Pelo menos quatro estabelecimentos não puderam abrir as portas. Uma lanchonete que funcionava exatamente em frente ao edifício Liberdade precisou passar por uma faxina pesada nesta segunda-feira. A loja estava aberta quando o prédio desabou e os funcionários precisaram retirar a terra e os cacos de vidro que invadiram o local.

A operadora de caixa da lanchonete voltou pela primeira vez ao cenário da tragédia. "Eu estava atrás do balcão e escutei estalos. Olhei para fora, vi tudo começando a cair e me abaixei. Fiquei cinco minutos assim, até conseguir levantar", disse Lívia Félix, de 26 anos. / COM BRUNO BOGHOSSIAN

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