Justiça deve julgar hoje pedido de revogação da prisão de mulher de Bruno

Na sexta, Dayanne Souza colaborou com investigações ao prestar depoimento em Belo Horizonte

Eliane Souza, especial para o Estado

20 de julho de 2010 | 15h10

BELO HOZIRONTE - A juíza Marixa Lopes Rodrigues, da comarca de Contagem, em Minas Gerais, informou que deve julgar ainda nesta terça-feira, 20, o pedido de revogação da prisão temporária feito pela defesa de Dayanne Souza, mulher do ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes Souza. O pedido foi feito na tarde de segunda-feira pelos novos advogados de Dayanne.

 

Veja também:

linkEx-amante de Bruno depõe à tarde em Minas

linkDivulgação de vídeo derruba duas delegadas

linkMulher de Bruno diz que viu Eliza viva no dia 10 de junho

linkMacarrão foi agredido na prisão, diz advogado

especialCronologia multimídia do caso

 

Na sexta-feira, 16, a mulher de Bruno colaborou com as investigações ao prestar depoimento no Departamento de Investigações, em Belo Horizonte, sobre o caso que apura o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno. Na ocasião, ela afirmou que Bruno pediu para que ela ficasse com o filho de Eliza porque ele iria viajar e Eliza havia saído para fazer compras.

 

Dayanne está presa por subtração de incapaz no Complexo Penitenciário Estevão Pinto, na região metropolitana da capital mineira. Ela foi autuada depois de tentar esconder o bebê de Eliza de quatro meses.

 

A juíza informou ainda que negou o mandado de segurança, com pedido de liminar, com o objetivo de garantir a Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, o direito de ficar calado em depoimentos e em uma possível acareação. Bola está preso por envolvimento no sumiço de Eliza. Ele é apontado por um adolescente de 17 anos, primo de Bruno, como o assassino de Eliza.

 

Vídeo. Ao ser indagada sobre o afastamento de duas delegadas do caso em função do vazamento e da divulgação de um vídeo na TV Globo em que Bruno faz comentários sobre o caso, Marixa declarou que certamente a medida deve ser administrativa e temporária, no exclusivo interesse de se apurar o vazamento do filmagem efetuada dentro do avião.

 

"Eu mantenho a minha inteira confiança no trabalho da doutora Alessandra Wilke, como presidente do inquérito, e no trabalho da doura Ana Maria Santos como chefe da Delegacia de Homicídios de Contagem. Acredito também que este fato vai ser brevemente elucidado e a polícia vai tomar as medidas que entender necessárias contra o responsável pelo vazamento daquele vídeo". A gravação foi feita durante a transferência de Bruno e Macarrão do Rio de Janeiro para Belo Horizonte em uma aeronave da polícia.

 

Segundo Marixa, o vídeo deve ter sido um procedimento padrão da polícia com o intuito de se resguardar de uma eventual acusação de abuso de autoridade ou constrangimento ilegal. Eliza sumiu no início de junho. O adolescente confirmou à polícia que a jovem foi morta por estrangulamento. O corpo ainda não foi localizado.

Tudo o que sabemos sobre:
Caso Bruno

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.