Justiça do Rio decreta prisão de PMs por envolvimento em assassinato

Grupo já foi denunciado pela morte da juíza Patrícia Acioli, no Rio

estadão.com.br,

23 Maio 2012 | 16h31

SÃO PAULO - Sete policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, na última terça-feira, 23, homicídio e fraude processual. O grupo teria matado a tiros Anderson Matheus da Silva, na Estrada das Palmeiras, no bairro Salgueiro, em São Gonçalo, no dia 29 de julho de 2011. Os mesmos agentes já haviam sido denunciados pelo envolvimento no assassinato da juíza Patrícia Acioli, assassinada em 11 de agosto do ano passado.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Anderson foi morto para assegurar a impunidade dos PMs denunciados e dos demais envolvidos no crime. Os PMs eram investigados pelo homicídio de Diego da Conceição Beliene, no dia 3 de junho de 2011, também no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

"A vítima Anderson era conhecido de uma mulher que teria presenciado as circunstâncias do assassinato de Diego Beliene e prestado declarações na delegacia, a ação dos denunciados teve o objetivo de 'mandar um recado' e assustar a mulher que presenciou o homicídio, além de outras eventuais testemunhas da comunidade", relata a denúncia.

Os policiais militares também foram denunciados por fraude processual, pois, segundo o GAECO, desfizeram a cena do crime ao determinar a remoção da vítima já morta, antes da realização da perícia.

Com o objetivo de incriminar a vítima e simular um confronto armado, os PMs teriam apresentado na delegacia uma pistola calibre .380, além de munições, um carregador municiado, um tablete e 81 sacolés de maconha como se fossem de propriedade de Anderson.

De acordo com o MP-RJ, a denúncia foi aceita pelo Juiz Fabio Uchôa e as prisões preventivas dos sete policiais foram decretadas.

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