Justiça do Rio diz que agora não soltará Elias Maluco

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Marcus Faver, descartou hoje a possibilidade do traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, ser solto como aconteceu em 2000. Segundo o desembargador, os processos serão rápidos e os prazos legais são menores. Isso evitaria que o criminoso pudesse obter um novo habeas corpus e responder à Justiça em liberdade.?A prisão preventiva foi decretada dentro dos parâmetros processuais para a garantia da ação penal, da aplicação da lei, e no momento não se criou nenhum fato que possa comprometer a decretação da prisão?, disse o desembargador. ?Nós nem sequer imaginaríamos o que poderia acontecer para inviabilizar essa prisão. Penso que os processos seguirão seus trâmites aceleradamente, porque existindo réu preso os atos processuais se desenvolvem com mais rapidez?.A rapidez nos processos à que Faver se refere não aconteceu em 2000, quando Elias Maluco, preso havia quatro anos por seqüestro, acabou voltando às ruas. Ele teve prisão preventiva decretada em 1996 e, como não foi julgado, ganhou direito a habeas corpus em julho de 2000. Excesso de prazo e constrangimento ilegal foram os argumentos jurídicos apresentados pelos desembargadores Salim José Chalub e Valmir dos Santos Ribeiro, da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, para colocar o criminoso em liberdade na ocasião.A lei prevê prazo de 81 dias para que um réu preso seja julgado. Segundo especialistas, o prazo não é válido quando o atraso é causado por manobras realizadas pela defesa do acusado. Segundo a assessoria do TJ, o julgamento do traficante foi retardado devido a constantes trocas de advogados na defesa de Elias Maluco e ao não-comparecimento de testemunhas em audiências agendadas no fórum.Depois da morte do jornalista Tim Lopes, ocorrida em 2 de junho desse ano, o presidente do TJ, desembargador Marcus Faver, chegou a afirmar que Elias Maluco fora solto graças a ?peripécias processuais.? Faver disse que os advogados do traficante impetraram quatro habeas-corpus em favor do acusado e, no quinto, a Justiça o libertou.Hoje, o chefe de Polícia Civil, Zaqueu Teixeira, afirmou que há 14 anotações criminais, seis mandados de prisão temporária, cinco de prisão preventiva e um por sentença de pronúncia contra o criminoso.

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