Justiça do Rio estaria na mira de criminosos

O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio divulgou uma nota neste sábado afirmando ter "recebido informações de que uma facção criminosa estaria programando ações contra o Poder Judiciário no Estado". De acordo com o documento, após a morte do juiz-corregedor Antônio José Machado Dias, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, aumentou o número de ameaças anônimas feitas ao tribunal. Segundo o TJ carioca, os magistrados seguem a rotina.Na noite de sexta-feira, o presidente do tribunal, desembargador Miguel Pachá, reuniu-se com o Superintendente da Polícia Federal (PF) no Estado, delegado Marcelo Itagiba, e com o secretário de Segurança Pública, coronel Josias Quintal. O presidente do TJ do Rio já comunicou a suspeita ao ministro da Justiça, Márcio Tomaz Bastos e pediu providências.De acordo com Pachá, foram adotadas "medidas de segurança máxima a fim de garantir a integridade física de todos os funcionários, juízes e da população em geral, que freqüentam os diversos prédios da Justiça fluminense". Foi aberto um inquérito para apurar as responsabilidades dos eventuais envolvidos, cujos nomes, segundo o presidente do TJ, estão em poder da Secretaria da Segurança Pública do Estado.Um juiz tem proteção policial há três anos por ter recebido ameaças de um ex-agente penitenciário. Outros dois magistrados estão há dois anos protegidos por medida preventiva. Recentemente, surgiram novas ameaças e mais três receberam proteção. A mesma medida foi oferecida a um quarto juiz, mas ele recusou por entender que os gestos acontecem apenas por intimidação.

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