Justiça do Rio indeniza família de jovem morto pela PM

A Justiça fluminense condenou o Estado do Rio a pagar R$ 1,8 milhão à família de Luiz Jorge Barboza Rodrigues, assassinado aos 27 anos, uma das 29 vítimas da chacina da Baixada, cometida por policiais militares. Parentes de outras 24 vítimas do crime, ocorrido em março do ano passado, e do único sobrevivente, também estão processando o Estado.A decisão, anunciada na terça-feira, 11, é de primeira instância; portanto, cabe recurso. O juiz André Gustavo Correa de Andrade, da 3ª Vara da Fazenda Pública, entendeu que os policiais, acusados de fazerem parte de um grupo de extermínio, usaram armamento e veículos oficiais e agiram em reação a medidas tomadas pela corporação na região. "Ficou claro que a responsabilidade é do Estado", afirmou o advogado João Tancredo, que representa a família de Rodrigues e também as outras 25 que aguardam apreciação da Justiça. O governo do Estado não quis se pronunciar sobre o assunto.Pela sentença, a mãe do jovem, Lucia Helena Barboza Rodrigues, e as três irmãs dele, terão direito a uma pensão no valor de um salário mínimo até 2043, ano em que ele completaria 65 anos. Isso porque Luiz Jorge era o provedor da casa - era dono do lava a jato, em Queimados, onde outros três homens foram executadas."Ele é que ajudava a mãe. Era um garoto maravilhoso, que nunca fez nada de errado", contou Neusa, tia dele. "Não nos recuperamos até hoje." O Estado também terá de adquirir uma sepultura perpétua para os restos mortais de Luiz Jorge. Sete PMs irão a julgamento pela chacina. O Ministério Público espera que o júri seja marcado ainda este ano.

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