/Reprodução
/Reprodução

Justiça do Rio nega liberdade a acusada pela morte de Joanna

Sarita Fernandes seria responsável pela contratação do falso médico que atendeu menina

Priscila Trindade, Central de Notícias

17 Novembro 2010 | 12h23

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou ontem o pedido de revogação da prisão preventiva da médica Sarita Fernandes Pereira, ex-chefe da pediatria do Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Ela é acusada, junto com o estudante de Medicina Alex Sandro da Cunha Souza, por homicídio doloso pela morte de Joanna Marins, de cinco anos.

A menina morreu em agosto. Segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), ela teve meningite viral após ficar um mês em coma. O estudante, que se passava por médico, atendeu e liberou a criança desacordada. O atendimento foi feito sem acompanhamento profissional.

Quando Joanna foi internada, Sarita era médica plantonista responsável pelo atendimento de emergência pediátrica da paciente. O Ministério Público acusa a ex-chefe da pediatria do hospital de se beneficiar financeiramente ao substituir médicos por estudantes e embolsar a diferença da remuneração. A promotoria aponta ainda que ela falsificava documentos e credenciais para os universitários. Souza está foragido.

A polícia investiga se a menina, que estava sob a guarda do pai, foi vítima de maus tratos. Ela chegou na unidade sofrendo convulsões e com hematomas no corpo. O pai de Joanna, André Rodrigues Marins, está preso.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.