Fábio Motta/AE - 21/12/2010
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Justiça dos EUA nega pedido de avós para visitar Sean Goldman

Família brasileira não aceitou condições de David Goldman, que detém a guarda desde 2009

Gabriel Pinheiro, Estadão.com.br

22 de fevereiro de 2011 | 14h29

SÃO PAULO - A justiça norte-americana negou o pedido de visita a Sean Goldman, feito pelos avós brasileiros do garoto. Em sua decisão, o juiz Michael Guadagno, da Suprema Corte de Nova Jersey, afirma que o pai, David Goldman, havia concordado com a visita "dentro de algumas condições" para a proteção do filho, mas os termos foram rejeitados por Silvana Bianchi Ribeiro e Raimundo Ribeiro Filho.

 

Sean foi levado aos Estados Unidos na véspera do Natal de 2009 depois de uma disputa judicial entre a família da mãe do menino - Bruna Bianchi, morta após o parto de sua segunda filha, em 2008 - e David Goldman. Em dezembro passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu a guarda de Sean, que estava vivendo no Brasil, a David Goldman.

 

O caso chegou a ganhar proporções políticas: em março de 2009, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pleiteou, em mensagem ao governo brasileiro, a volta de Sean aos Estados Unidos.

 

Em reação à disputa pela guarda, um senador dos EUA chegou a apresentar uma moção suspendendo a votação do Sistema Geral de Preferências, um programa de isenção tarifária que beneficiava exportações brasileiras. O programa só foi aprovado depois da decisão do STF favorável a David Goldman.

 

O juiz destaca que o pai não impede o garoto de se comunicar com a família brasileira, e que inclusive "facilitou o contato através de e-mails e fotografias (...), mas os avós tentaram se comunicar com Sean sem o conhecimento de David", em outra conta de e-mail. Mesmo assim, segundo o magistrado, o pai continuava aberto para a possibilidade da visita.

 

Procurado pela reportagem, o advogado que representa a família de Sean no Rio não estava disponível para comentar a decisão.

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