Justiça interdita a cadeia feminina de São Simão

O juiz de São Simão, na região de Ribeirão Preto, Fábio Evangelista de Moura, concedeu nesta sexta-feira, 7, liminar que interdita e desativa o prédio onde funcionam a Cadeia Feminina e a Delegacia da cidade. A decisão em liminar ocorreu um dia após o promotor Tiago Cintra Essado encaminhar a ação civil pública fazendo esses pedidos. Essado justificou que a medida é necessária devido à superlotação carcerária da unidade, que tem capacidade para 22 detentas e está com 66, além de que existe o risco iminente de incêndio - atestado em laudo pelo Corpo de Bombeiros - do prédio, que é antigo."Eu estava investigando a superpopulação carcerária, pois tinha uma média de 57 presas nos dois últimos meses, mas o Corpo de Bombeiros apontou que a fiação elétrica é precária, com ´gambiarras´, e encaminhei logo a ação à Justiça", disse Essado. O laudo chegou às suas mãos na quarta-feira, 5, e o promotor fez o pedido judicial no dia seguinte. Devido aos riscos, ele pediu a interdição da Cadeia Feminina em 24 horas, além de 48 horas para a desativação da delegacia. A multa diária, em caso de descumprimento, seria de R$ 30 mil. O juiz Fábio Evangelista de Moura concedeu todos os pedidos da ação do promotor. A medida entrará em vigor a partir do momento em que a Secretaria de Administração Penitenciária for notificada oficialmente. Isso deverá ocorrer no início da semana.

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