Reprodução/Google Street View
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Justiça interdita penitenciária de segurança máxima em MG

Superlotação motivou decisão; local tem capacidade para 1,6 mil detentos, mas abriga cerca de 2 mil

Leonardo Augusto, Especial para o Estado

25 Dezembro 2018 | 17h08

BELO HORIZONTE - A penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi interditada pela Justiça de Minas Gerais. A justificativa da decisão, tomada pelo juiz Wagner de Oliveira Cavallieri, é a superlotação e o número insuficiente de agentes penitenciários. A Nelson Hungria tem capacidade para cerca de 1.640 detentos, Atualmente, no entanto, abriga aproximadamente 2 mil.

A decisão foi tomada pela comarca local nesta segunda-feira, 24, depois de uma tentativa de fuga ocorrida na madrugada. Um detento ficou ferido ao cair tentando escapar utilizando uma corda feita de retalhos. Também em dezembro, no dia 8, sete presos fugiram da penitenciária.

Com a medida, a Nelson Hungria está autorizada a receber apenas presos enviados pela Polícia Federal, portadores de diploma de curso superior ou permutas previamente definidas pela Vara de Execuções Penais de Contagem. A medida vale até que o número de presos volte a 1.640 e o número de agentes, hoje de aproximadamente 550, atinja o total de 600 profissionais.

A Secretaria de  Estado de Administração Prisional (Seap) afirmou que recebeu a notificação e que cumprirá as determinações judiciais. Conforme a secretaria, "está em andamento um processo seletivo para o cargo de agente de segurança penitenciário".

Ainda segundo a Seap, "o Complexo Penitenciário Nelson Hungria é uma das unidades prisionais do Estado que mais receberam investimentos ao longo deste ano".

De acordo com a pasta, foram entregues 26 computadores, quatro banquetas detectoras de metais e mais 40 rádios digitais que somaram aos já existentes. "Também já está contratada a empresa que realizará a instalação de equipamentos de monitoramento por imagens no complexo. Além das novas viaturas, armamentos e reformas prediais", afirmou a secretaria, em nota.

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