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Justiça manda prender policiais acusados de tortura no PR

A Justiça determinou a prisãopreventiva de seis policiais militares de Mallet, a 230quilômetros de Curitiba, no sul do Paraná, acusados peloMinistério Público Estadual de terem cometido os crimes de abusode autoridade, vias de fato (agressões generalizadas sem marcasaparentes), tortura e lesões corporais, praticados sobretudocontra adolescentes. Cinco dos denunciados foram presos onteme estão detidos na 2ª Companhia de União da Vitória. Foram presos o sargento Marco Aurélio Carvalho, ossoldados Renato Kruger, Lauro Elias Zavaly e Rogério da SilvaPinto e o cabo José Valdevino Fagundes. O soldado Herlon CésarSiqueira estaria em Santa Catarina, onde as buscas estão sendofeitas. A denúncia foi protocolada pela promotora DanielleGarcez da Silva no dia 7, com base em depoimentos de 12 vítimas.Dez atos de abordagem violenta foram citados, um de 1998 e osoutros deste ano. Em um dos casos, ocorrido em maio, dois policiais teriamvisto dois jovens de 16 anos ingerindo bebida alcoólica em umafesta. Eles os seguiram até um banheiro, onde um dos policiaispassou a dar choques elétricos na altura da espinha dos rapazes.O aparelho foi encontrado no módulo policial de Mallet durantemandado de busca e apreensão. Em outro caso, os policiaispressionaram física e emocionalmente adolescentes paraconfessarem de quem era a maconha encontrada em um bueiro."Vocês vão confessar o que não fizeram", teriam dito ospoliciais. Segundo a denúncia, o comandante da PM no município, osargento Carvalho, "está à frente das torturas e práticasabusivas". Para a promotora, "os depoimentos são muito coerentes eas versões contadas por pessoas diferentes ratificam averacidade dos fatos descritos na denúncia". Os policiais devem ser julgados pela Justiça Militar,que receberá cópias do processo. O crime de tortura éinafiançável. Se condenados, os policiais podem ficar presos dedois a oito anos, além de perder o cargo.

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