Justiça mantém júri para jornalista que matou a namorada

O Tribunal de Justiça de São Paulo indeferiu hoje, por 3 votos a 0, recurso da defesa e confirmou a sentença do Tribunal do Júri de Ibiúna, no interior do Estado, que mandou a júri popular o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves. Ele será julgado por ter matado com dois tiros a ex-namorada, a também jornalista Sandra Florentino Gomide, 33 anos, dia 20 de agosto de 2000, no haras Setti, em Ibiúna.A sentença mantida qualifica o crime do jornalista como de motivação torpe (vingança porque Sandra queria romper a relação amorosa) e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima (tiros de surpresa, um pelas costas e outro na cabeça, quando Sandra estava no chão).Se os jurados acolherem essa acusação, Pimenta, ex-diretor do jornal O Estado de S.Paulo, será condenado a pena variável de 12 a 30 anos de reclusão em regime fechado, pois o homicídio qualificado é considerado crime hediondo. Se a defesa não interpuser recurso ao Superior Tribunal de Justiça, Pimenta Neves poderá ser levado a júri, em Ibiúna, dentro de 90 dias.A advogada Maria José da Costa Ferreira disse que vai esperar a publicação do acórdão para decidir se recorre ou não ao Superior Tribunal de Justiça. Já o advogado Luiz Fernando Pacheco que representa a família da vítima disse estar "feliz com o resultado".

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