Justiça mantém preso político que pregava luta armada

Vanildo Rossy Moretti, de 48 anos, preso em flagrante na tarde de 22 de janeiro na Praça Ramos de Azevedo pregando a luta armada, vai continuar na cadeia, por decisão do juiz da 14ª Vara Criminal, Pedro Luiz Aguirre Menin. Sob o fundamento de que, em liberdade, Vanildo representaria perigo à sociedade, o juiz indeferiu pedido de liberdade provisória feito pela defesa, que argumentava ser ele réu primário, ter residência fixa e ser pai de seis filhos.Em poder de Vanildo, foram apreendidos folhetins pregando a luta política, principalmente contra militantes do Partido dos Trabalhadores (PT). Nos panfletos, uma autodenominada Frente de Ação Revolucionária Brasileira (Farb) assumia a autoria do assassinato do prefeito de Campinas, Toninho do PT. Foram apreendidos também cartazes com a estampa de um mascarado fardado, identificado na legenda como sendo o guerrilheiro José Arturo.Vanildo fazia também apologia do uso de maconha e outras drogas. Em sua residência, no bairro da Moóca, a polícia apreendeu impressos ostentando folhas de maconha e um fotolito com os dizeres: "Plante esta semente"; sessenta e uma gramas da droga e um vaso onde era cultivada a maconha. O juiz Pedro Menin recebeu ainda denúncia formulada pelo Ministério Público contra o acusado por tráfico de entorpecentes e apologia ao crime, e marcou seu interrogatório para o início de março. Ao negar a Vanildo a liberdade provisória, o magistrado argumentou que tráfico de entorpecentes é considerado crime hediondo e a própria lei impede a concessão do benefício pleiteado.Leia mais:Maconha: a bad trip de uma candidatura

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.