Justiça mantém processo contra Arselino Tatto

Presidente da Câmara Municipal, com os bens bloqueados pela Justiça e réu em ação por improbidade administrativa (mau uso de dinheiro público). Arselino Tatto (PT) busca até hoje um recurso no Tribunal de Justiça (TJ) para a liberação de seus bens. Ele é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de ter desviado parte do salário de funcionários de seu gabinete, entre 1989 e 1996, para "enriquecer ilicitamente". O vereador nega o desvio e afirma que o dinheiro fazia parte da contribuição partidária a que todos os funcionários que trabalham em gabinetes do PT estão sujeitos.Para tentar comprovar essa tese, o parlamentar apresentou à Promotoria da Cidadania recibos do diretório municipal do partido. A questão é que esses recibos não cobrem o total do valor supostamente desviado: R$ 31.646,60 eram devolvidos mensalmente pelos funcionários e só R$ 11.969,62 iriam para o PT. O parlamentar ainda teve decretada a quebra do seu sigilo bancário, após uma análise de peritos do MPE nos extratos de contas que encontrou valores incompatíveis com vencimentos.A eleição de Arselino para presidência da Câmara, porém, consolida o poder dos Tattos no governo municipal. Seu irmão Jilmar acumula duas secretarias, a dos Transportes e das Subprefeituras. O outro irmão, Enio, foi eleito deputado estadual.O crescimento político dos Tattos, segundo apurou a Agência Estado, preocupa o núcleo de poder ligado ao secretário do Governo Municipal, Rui Falcão, que, não se teria dedicado de forma plena para eleger o petista presidente da Câmara. A informação é negada pelo líder do governo na Casa, José Mentor (PT). A eleição de Tatto era um compromisso da prefeita Marta Suplicy (PT), desde 2001.

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