Justiça mantém Sérgio Naya na cadeia

A desembargadora Maria Helena Salcedo, da 5ª Câmara Criminal, negou nesta quarta-feira liminar em pedido de habeas corpus em favor do ex-deputado Sérgio Naya, preso, na segunda-feira, em Porto Alegre, sob acusação de falsificar documentos. Agora, os defensores do ex-deputado têm de esperar o julgamento do mérito da questão ou recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar soltá-lo. Naya deverá ser interrogado nesta quinta-feira na 34ª Vara Criminal.Ele está preso na Polinter, no Rio, desde a noite de terça-feira, quando chegou de Porto Alegre. Naya havia sido capturado pela Polícia Federal no dia anterior, ao tentar embarcar para o Uruguai. Em seu primeiro dia na Polinter, no Rio, o ex-deputado, que divide a cela com oito pessoas, entre advogados e estelionatários, tomou café com leite e comeu pão com queijo no café da manhã. No almoço, o cardápio foi frango empanado, arroz, feijão e abóbora. A cela tem beliches, banheiro, TV e geladeira.O diretor da Polinter, delegado Rodolfo Waldeck, disse que não há regalias e que todas as 18 celas destinadas a presos com diploma universitário têm mais conforto do que as que abrigam os demais detentos. ?Não tem mordomia. Naya está sendo tratado como qualquer outro preso?, disse. Naya que, meses depois do desabamento do edifício Palace 2, de sua construtora, foi filmado, em Miami (EUA), reclamando com um garçom que lhe ofereceu champanhe numa taça de plástico ? a qual ele chamou de ?taça de pobre? ? não recusou a refeição servida no presídio. O delegado, que esteve com Naya, disse que ele está bem e que não demonstra abatimento. O filho, o irmão e o advogado Orlando Souza Faria o visitaram hoje. O preso passou o dia com a mesma roupa que vestia quando chegou ao Rio.O juiz Cairo Ítalo França David mandou prendê-lo pelo crime de falsificação de documentos. Ele apresentou uma escritura falsa de venda de uma fazenda em Minas Gerais para conseguir liberá-la do bloqueio de bens determinado pela Justiça para o pagamento das indenizações das vítimas do Palace 2.

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