Justiça nega habeas a acusado de balear casal em Matinhos

Tribunal de Justiça do Paraná entende que há indícios de que Juarez Ferreira Pinto é o autor dos crimes

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2009 | 16h52

A 3ª Câmara do Tribunal de Justiça do Paraná negou, por unanimidade, na tarde desta quinta-feira, 6, pedido de habeas corpus em favor de Juarez Ferreira Pinto, acusado de ter matado o estudante Osíris Del Corso e provocado lesões graves contra sua namorada, Monik Pegorari de Lima, no dia 31 de janeiro, no Morro do Boi, em Matinhos, litoral do Paraná. Os desembargadores entenderam que há indícios de que ele é o autor do crime.

 

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Na análise do primeiro pedido de habeas corpus para Juarez, o juiz criminal de Matinhos, Rafael Luiz Brasileiro Kanayama, havia entendido que o reconhecimento é prova suficiente para que ele seja mantido preso. O mesmo entendimento foi seguido pelos desembargadores. Os advogados de Juarez pretendem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Eles alegam que a vítima deu depoimentos contraditórios no inquérito. "Com relação ao reconhecimento ela também está enganada", sustentou o advogado Nilton Ribeiro. No entanto, várias vezes Monik reafirmou que não há qualquer engano e sempre manifestou a certeza de que Juarez é o autor dos crimes.

 

Juarez foi preso no dia 17 de fevereiro, por ter semelhanças com o retrato falado. Apesar de negar o crime, ele foi reconhecido pela vítima sobrevivente. No dia 24 de junho, após um assalto e estupro no litoral, o vigia Paulo Delci Unfried foi preso. Uma das armas que ele portava foi confrontada com as balas recolhidas no local do crime contra os estudantes e o resultado foi positivo. Unfried confessou o crime à polícia, mas, em juízo, negou participação, dizendo que foi torturado. Segundo ele, a arma tinha sido emprestada a outra pessoa, cujo nome completo não sabia. A pedido da Promotoria, ele foi solto no dia 31 de julho.

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