Justiça nega liberdade a acusado de fazer aborto que matou jovem no MS

Mulher desapareceu em maio e só foi encontrada morta em canavial no dia 11 de junho

Priscila Trindade, estadão.com.br

26 Setembro 2011 | 17h30

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) negou nesta segunda-feira, 26, o pedido de habeas corpus feito pela defesa do enfermeiro Jodimar Ximenes da Silva, acusado de prática de aborto e ocultação de cadáver da jovem estudante Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos.

Marielly desapareceu no dia 21 de maio e seu corpo foi encontrado em um canavial no dia 11 de junho. Ela teria morrido em decorrência do aborto malsucedido.

O marido da irmã de Marielly, Hugleice da Silva, de 27 anos, e o enfermeiro Jodimar, de 40 anos, estão presos. O enfermeiro está preso desde julho na Delegacia de Polícia de Sidrolândia e Hugleice está na delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Campo Grande.

A perícia feita no corpo da jovem não apontou se ela estava grávida. A polícia descobriu a gravidez da vítima por meio de um exame entregue pela família feito há meses atrás.

O cunhado confessou em depoimento que levou a jovem para fazer o aborto e a aguardou do lado de fora. Ele também disse que transportou o corpo dela para o canavial depois de ser avisado pelo enfermeiro que Marielly havia morrido no procedimento.

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