Justiça nega liberdade a sindicalistas de São Paulo

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região manteve a prisão dos 19 dirigentes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo acusados de formação de quadrilha, crimes contra a organização do trabalho e coação de testemunhas. A decisão é do desembargador federal Johonsom Di Salvo, que negou liminares em dois habeas-corpus impetrados pelos defensores. O primeiro habeas-corpus deu entrada no TRF no dia 2 e foi impetrado pelo advogado Alberto Zacarias Toron em favor do presidente do sindicato, Edivaldo Santiago da Silva, e outros 13 diretores. O segundo é do diretor de Saúde do sindicato, Paulo Cezar Barbosa, o Paulão, e deu entrada do tribunal no dia 4. Di Salvo negou as liminares nos dois recursos e determinou o envio de ofício à 3ª Vara Criminal Federal para que sejam remetidas ao TRF cópia dos depoimentos das testemunhas e as informações sobre o processo instaurado contra os sindicalistas. Com a decisão, os dirigentes sindicais permanecerão presos na sede da Polícia Federal, na Lapa, zona oeste, pelo menos até o julgamento de mérito dos habeas-corpus ? que serão apreciados por Di Salvo e mais dois desembargadores da 1ª Turma do TRF. Isso só deve ocorrer daqui a cerca de dois meses.

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