Justiça nega liberdade para advogada de Marcola

A advogada Maria Cristina Rachado vai continuar presa. A decisão é do Departamento de Inquérito Policiais e Polícia Judiciária do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ela entrou com pedido de relaxamento de prisão, mas não obteve sucesso.Maria Cristina Rachado é advogada de Marcos Willian Herbas Camacho, o Marcola, apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A advogada foi presa em 20 de julho em uma operação da Polícia de São Paulo, após uma série de interceptações telefônicas que apontaram seu envolvimento em ações do crime organizado.A advogada também é acusada de pagar propina a um funcionário terceirizado da Câmara dos Deputados para obter cópias dos depoimentos sigilosos dos delegados paulistas Godofredo Bittencourt Filho e Ruy Ferraz, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em sessão secreta da CPI do Tráfico de Armas e do repasse do material da gravação a Marcola. No depoimento, Bittencourt, diretor do Deic, disse que a polícia tinha informações sobre uma iniciativa violenta do PCC em preparo. O vazamento da informação teria contribuído para os ataques violentos ocorridos em maio no Estado de São Paulo.

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