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Justiça negocia com presos fim da rebelião em Presídio de Cascavel

Pelo menos 4 pessoas foram mortas na penitenciária, 2 delas decapitadas, e 2 são feitas reféns; ato já dura quase 40 horas

Julio Cesar Lima e Miguel Portela, Especial para O Estado

25 Agosto 2014 | 11h09

Atualizado às 16h15

CASCAVEL -  A rebelião no Presídio Estadual de Cascavel (PEC), no oeste do Paraná, que já deixou quatro mortos - sendo dois decapitados - e que dura quase 40 horas, deve continuar por mais algum tempo. Desde as 8h desta segunda-feira, 25, um grupo da Polícia Militar, acompanhado do diretor-geral do Departamento de Execução Penal (Depen), Cezinando Paredes, e representantes da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju) e da Ordem dos Advogados do Brasil tentam negociar com os líderes o final do motim.

A polícia e a Secretaria de Justiça não informam o que acontece dentro da penitenciária. Algumas bandeiras da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) ainda estão estendidas no presídio.

A secretária de Justiça do Paraná, Maria Tereza Ville Gomes, está no local, à frente das negociações com os presidiários. A bandeira do Primeiro Comando da Capital (PCC) ainda está estendida no presídio. A polícia não confirma, mas a luta entre os presidiários foi em busca de poder de facções.

No momento, os familiares estão aguardando notícias dos presos que foram feridos. Por volta das 15h30, eles fecharam a BR- 277, que liga  a região oeste ao sul do Paraná. No local, localiza-se um importante entroncamento rodoviário do Estado. O presídio de Cascavel tem 1.040 presos - a capacidade é para 1.116.

Em relação ao número de mortos, a expectativa é a de que outros presos não tenham sido assassinados, mas os números finais só serão divulgados após o final da crise. Até agora, foram confirmadas quatro mortes de presos - dois deles foram decapitados. Os corpos continuam no interior do presídio, sem identificação.

Os presos teriam feitos algumas exigências para pôr fim ao motim, que se iniciou por volta das 6h deste domingo, 24. Entre os pedidos estão o relaxamento no controle de visitas e melhorias internas. Essas exigências, segundo a secretaria, somente serão aceitas dentro daquilo que o Estado e o Judiciário concordarem.

Mais cedo, houve rumores de que a polícia pudesse invadir a penitenciária, caso as negociações nas próximas horas falhassem. A imprensa não tem acesso ao local, assim como os parentes dos condenados. A PM montou um bloqueio na estrada de acesso, onde só passam carros e pessoas autorizados.

O bloqueio fica aproximadamente a 500 metros do complexo penitenciário, que inclui a PEC e a Penitenciária Industrial de Cascavel. 

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