Justiça ordena quebra de sigilo de sindicalistas

A 3ª Vara da Justiça Federal determinou nesta terça-feira a quebra de sigilo do presidente do Sindicato dos Condutores, Edivaldo Santiago da Silva, e dos diretores Edivaldo Gomes de Oliveira e Francisco Xavier da Silva Filho. O presidente é acusado de receber dinheiro das empresas de ônibus para promover greves, segundo denúncia do ex-diretor do Sindicato dos Condutores Marcos Antônio Coutinho da Silva.Os diretores já estavam sendo investigados pelo Ministério Público Estadual por terem patrimônio incompatível com seus rendimentos. Também nesta terça, dois pedidos de abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) do PT e do PSDB foram protocolados na Câmara Municipal para investigar as denúncias do ex-diretor.Um outro ex-diretor do sindicato, que não teve a identidade revelada, foi entrevistado pela Rede Globo e confirmou as denúncias feitas por Silva. "Edivaldo tem grupos para incendiar ônibus e dar tiro em coletivo que fura-greve", afirmou.Segundo o promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo, Carlos Alberto Amin Filho, em até três semanas será proposta nova ação civil contra peças-chave do setor de transporte público, entre sindicalistas e empresários.

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